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Arquivo da Categoria ‘Montanhismo’

Lonely Planet – Cradle Mountain

sábado, 19 de março de 2011

Eduardo Duka desbrava mais um Pico Internacional

Eduardo Duka desbrava mais um Pico Internacional

A Tasmânia é uma ilha e um estado australiano situado a 240 km da costa sudeste da Austrália, antigamente habitada por aborígenes tasmanianos. Há evidências que indicam sua presença  há pelo menos 35 000 anos. O último aborígene de sangue puramente tasmaniano foi Truganini - ela morreu em Hobart em 1876.

Geograficamente é similar à Nova Zelândia. Como a Tasmânia não teve atividade vulcânica nas recentes eras geológicas, ela tem montanhas arredondadas semelhantes às encontradas no interior da Austrália, ao contrário da maior parte da Nova Zelândia.

A Cradle Mountain esta localizada a norte do selvagem “Lake St Clair National Park” e faz  parte do Património Mundial da Tasmânia “Wilderness Area.

Os contornos irregulares de Cradle Mountain resumem a sensação de uma paisagem selvagem, enquanto a floresta intocada oferece uma grande variedade de ambientes para explorar. Riachos em cascata de montanhas escarpadas, pinheiros antigos espelhado nas águas  de lagos glaciais e uma rica de fauna lhe fará entender o porquê é uma das áreas naturais mais populares da Australia.

É ponto de partida para a mundialmente famosa Overland Track, considerada uma das 10 melhores do mundo pelo conceituado guia “Lonely Planet”.  Pode-se fazer uma caminhada de até 6 dias que irá levá-lo através do coração de alguns dos melhores terrenos de montanha do planeta.

 

Dicas:

 

Pode ser muito frio  na montanha. No inverno prepare-se para temperaturas gongelantes. No verão próximas de zero e muita chuva.

 

Há um inúmeras  trilhas, que variam de fácil a difícil e perigosa. Siga as instruções para se aventurar nas trilhas.

 

Não se perca. Se você faz a pé a trilha Overland, estar preparado para qualquer eventualidade.

 

É melhor registar  sua caminhada com as autoridades do parque, mesmo que você está fazendo apenas curtas. Se você for reportado como perdido, os dados do registo ajudará a encontrar onde você pode ter se desviado.

 

Traga todo o material e comida  que você precisa. Há pontos de coleta de água no percurso.

 

Há algumas cabanas autônoma ao longo do caminho, que podem ser utilizados para o alojamento nocturno, tente chegar antes do anoitecer. Mas jamais deixe levar todos equipamentos de montanha.

 

Caso faça a caminhada sozinho, poderá ter a grata sensação  de ficar vários dias sem contato com seres humanos. Será você consigo mesmo bem ao “Lonely Planet Style”.

Montanhista espera resgate

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Bernardo Collares montanhista brasileiro
O montanhista Bernardo Collares (Foto:Divulgação)

A família do montanhista Bernardo Collares ganhou um alento nesta sexta-feira. O Consulado brasileiro em Buenos Aires prometeu à irmã de Bernardo, Érika, que viajou até lá para acompanhar os trabalhos de resgate, um helicóptero e equipamentos necessários para se chegar ao cume do Monte Fitz Roy, na Patagônia, onde o Bernardo sofreu o acidente. Ainda é necessário, no entanto, esperar a melhora nas condições do tempo para iniciar a expedição.

- O Marcos (Maia, vice-cônsul) encontrou com a minha irmã, em Buenos Aires, e disse que está providenciando o helicóptero e os equipamentos necessários para ir até a montanha. Mas ainda é preciso esperar pela melhora nas condições do tempo. Não dá para saber quando eles conseguirão ir – disse o outro irmão de Bernardo, Leandro, em conversa por telefone com o GLOBOESPORTE.COM.

Leandro reconhece ser difícil encontrar o irmão com vida.

- Não temos como ter certeza absoluta de nada. Mas tem gente que tem esperança, uns com mais, outros com menos. Outros têm certeza de que não há mais chances. Temos de esperar, mas é difícil – afirmou.

Bernardo Collares, presidente da Federação de Montanhismo do Rio de Janeiro e vice-presidente da Confederação Brasileira de Escalada, sofreu o grave acidente durante uma escalada na Argentina. Ele estava com a escaladora Kika Bradford para subir o Fitz Roy, considerada uma das montanhas mais difíceis e inóspitas da patagônia argentina.

Collares, de 46 anos, fraturou a bacia e sofreu uma hemorragia em um dos primeiros rapéis da escalada. Como ainda faltavam outros 35 rapéis, Kika Bradford não conseguiu carregá-lo e deixou Bernardo com um saco de dormir, terminando a caminhada sem ferimentos, mas em estado de choque. Ela chegou ao Rio de Janeiro nesta quarta. As chances do montanhista ser encontrado com vida são praticamente nulas.

Além dos ferimentos, ele ainda teve que enfrentar uma tempestade na montanha perto da cidade de El Chaltén. A irmã de Bernardo viajou a Buenos Aires acompanhada de um amigo do montanhista para estar perto das buscas.

Fonte Globo.com

Americano morre na descida do Aconcágua

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Um montanhista americano morreu nesta segunda-feira quando, no meio de uma forte nevasca, tentava descer o Aconcágua, o monte mais alto das Américas (6.962m de altitude). John Watcher estava em um refúgio, para o qual foi levado por um grupo de resgate junto com outros dois companheiros.

Watcher foi vítima de um congelamento severo, enquanto seus companheiros estão em bom estado, à espera de que as condições climáticas melhorem para que possam descer ao acampamento base, na província argentina de Mendoza, vizinha ao Chile.

O americano e seus companheiros haviam alcançado o pico do Aconcágua no último sábado, e o mau tempo os surpreendeu na descida.

Em novembro, a espanhola Ana Guerra, de 45 anos, morreu quando tentava escalar o monte. Ela estava acompanhada pelo marido. Foi levada para o hospital, mas não de Uspallata, a 60 quilômetros do parque Aconcágua.

ADRENALINA NAS ALTURAS

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Montanhismo no Pico Paraná

Montanhismo no Pico Paraná

O Pico Paraná é a montanha mais alta da Região Sul do Brasil com 1.877 metros. É uma formação rochosa de granito e gneisse, entre os Municípios de Antonina e Campina Grande do Sul, no conjunto de serra chamado Ibitiraquire.

Eduardo Duka nas alturas do Paraná

Eduardo Duka nas alturas do Paraná

Foi descoberto em 1941 pelo pesquisador alemão Reinhard Maack através de suas incursões na Serra do Mar no Paraná.

Na “Fazenda Pico Paraná”, de onde partimos, há uma pequena infra-estrutura para atender os montanhistas que vão ao local. Deste ponto são aproximadamente seis a oito horas de caminhada interruptas para chegar ao cume.

Acampamento com visual privilegiado

Acampamento com visual privilegiado

Optamos por fazer a subida em duas etapas. Inicamos a meia noite de quinta-feira. Depois de 4 horas de caminhada chegamos ao acampamento 01. Durante o dia é possível fazer em 3 horas, mas na madrugada o grau de dificuldade e a adrenalina aumentam bastante.

"Grau de Dificuldade e muita Adrenalina" Eduardo Duka

O tempo não permitia enxergar uma distância maior de que cinco metros. Porém sabiamos  que teríamos praticamente mais um dia pela frente. Nos restou o descanso e o silêncio da montanha.

Mochilão e um visual alucinante

Mochilão e um visual alucinante

Durante a subida há diferentes fases. A medida que iamos ganhando altitude a vegetação ia se modificando. A mata vai dando lugar aos campos de altitude que são na verdade belíssimos jardins naturais. Destaque para a “caratuva” espécie endêmica.

Antes de dormir, entre as conversas durante a janta, todos estávamos com um pensamento positivo para que o tempo melhorasse. Embora a previsão fosse favorável, em se tratando de montanha, o tempo pode mudar rapidamente.

Mas as energias fluiram no sentido positivo e pudemos contemplar o nascer do sol. Um verdadeiro espetáculo da natureza, embora o céu estivesse parcialmente incoberto.

Temendo uma nova mudança no tempo, lentamente começamos a preparar nossa descida. No exato momento que partimos o tempo fechou totalmente, mas já estamos plenamente satisfeitos e com uma sensação de objetivo cumprido.

Mas “O Momento” ainda estava por vir. Durante a descida o sol apareceu várias vezes entre as nuvens, ascendendo o manto verde das montanhas. Momentos depois as nuvens invadiam a montanha em nossa direção. Só ouvia-se o barulho do vento balançando as caratuvas e os pássaros. Magia pura.
Chegamos a base as 14 horas com o aprendizado de mais uma montanha, o Pico Paraná.

Foto Divulgação

Foto Divulgação

Eduardo Alexandre dos Santos – Duka / Cristiano Mariani – Pemba (guia da trilha) / Cristian Stassun

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